Era uma vez… eu sonhei que era uma borboleta, voando de um lado para o outro, sendo, em todos os sentidos, uma borboleta.
Eu estava consciente apenas da minha felicidade como borboleta, sem saber que eu era eu mesmo.
Logo despertei — e ali estava eu, verdadeiramente eu novamente.
Agora, eu não sei se era então um homem sonhando que era uma borboleta, ou se sou agora uma borboleta sonhando que sou um homem.
Aquele que sonha não sabe que está sonhando.
Somente quando desperta ele sabe que sonhou.
Mas existe também o Grande Despertar, e então percebemos que tudo aqui não passa de um grande sonho.
É claro que os tolos acreditam que já estão despertos.
Que bobagem!
Confúcio e você — ambos são sonhos.
E eu, que lhe digo isso, também sou um sonho.
O ser perfeito usa sua mente como um espelho.
Ele não agarra nada.
Não retém nada.
Não se arrepende de nada.
Recebe, mas não guarda.
O efeito da vida em sociedade é complicar e confundir a nossa existência, fazendo-nos esquecer quem realmente somos, ao nos tornar obcecados com aquilo que não somos.
Quando as pessoas não ignoram o que deveriam ignorar, mas ignoram o que não deveriam, isso é chamado ignorância.
Não lute.
Flua com o movimento das coisas, e você se verá unido à misteriosa unidade do universo.
A felicidade perfeita é a ausência de esforço para ser feliz.
Nós nos agarramos ao nosso próprio ponto de vista como se tudo dependesse dele.
E, no entanto, nossas opiniões não têm permanência.
Como o outono e o inverno, elas pouco a pouco desaparecem.
Seu valor verdadeiro está na sua essência.
Ele não pode ser perdido por nada que aconteça.
Não busque fama.
Não faça planos.
Não se absorva em atividades.
Não pense que sabe.
Esteja consciente de tudo o que é, e habite o infinito.
Caminhe onde não há caminho.
Seja tudo o que o céu lhe deu, mas aja como se nada tivesse recebido.
Seja vazio.
Só isso.